quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A imprensa ou a galinha?



A imprensa sempre foi acusada, especialmente pelos que dizem ou fazem coisas dignas de arrependimento, como o mal da nação.

Em 2009, a profissão de jornalista, "oficialmente" está desregulamentada, ou seja, jornalismo, segundo o ministro Gilmar Mendes do STF ( Superior Tribunal de Justiça) - a pedido de grandes veículos que fazem parte da Abert - é uma profissão que têm a essência a "liberdade de expressão", não precisa de formação profissional, por ora, quando na verdade, o correto sobre o jornalismo é a apuração dos fatos, e não expressão de particulares pontos de vista.

Ok, informar aos leitores a indicação de funcionários baseados no parentesco, pedir anulação de matéria por falar coisas comprometedoras, não fere a tal liberdade de expressão tão defendida por nossos políticos?

Isso ocorreu ontem, quando o acusado de vários atos ilícitos, José Sarney escapou de com a alegação que denúncias não podem ser comprovadas por recortes de jornal. O que está errado a notícia ou o fato? Sempre dizem: "ah, a imprensa é sensacionalista, só quer audiência...", na mesma proporção que os políticos só querem votos, qual o problema nesta relação de luta por interesses?

Quando há censura, é porque se deseja ocultar um fato que, no popular "pegou mal", até a bíblia aconselha que se não quer que alguém saiba de algo, então não faça, ou melhor não diga, porque assim não haverá um jornalista chato filmando ou presenciando para informar a quem tiver interesse em saber.

Voltando ao diploma, sim há grandes profissionais sem diploma, o ocupado Clovis Rossi ( não quis comentar para meu tcc um livro que o próprio escreveu), Boris Casoy e milhares de comentaristas esportivos, econômicos que existem por ai, mas criar pessoas despreparadas para apuração de notícias, há de reduzir o observação crítica e, em qual veiculo a sociedade irá encontrar as falcatruas do governo, nas publicações secretas no diário oficial , certamente não será.

O ovo ou a galinha? Quem está errado, A imprensa ou as atitudes políticas?

Imagem: http://blogdotorero.blog.uol.com.br/images/santista.jpg

Um comentário:

Unknown disse...

Slave Mi!
Nos dias de hoje, não há mais quem seja inocente. Temos de um lado não só a mídia sensasionalista, mas grandes jabás da informação, para ficarmos preocupados com coisas menores enquanto as outras sujeiras são postas debaixo do tapete. Temos do outro lado os políticos e a sociedade aristocrata e imperialista em geral, que gostam de ter suas mentes ocupadas com frivolidades enquanto escondem debaixo desse tapete seu lado sujo. De certa forma somos todos farinhas do mesmo saco. Como você mesma citou o paradoxo desse jogo de interesses. Por exemplo, ouvimos sobre esquerda e direita, governo e oposição, mas mal sabemos, de fato, que ambos estão roubando juntos e nós somos bombardeados com informações irrelevantes sobre eles e acabamos nos preocupando com outras coisas menos importantes. A pior parte é escondida, fica atrás das cortinas. O pior de tudo é que quando algum profissional de jornalismo com ética e caráter está desempenhando um bom papel, há sempre um meio de boicote. Seja a sensura explícita, implícita ou induzida. Não posso esquecer do restante do elenco. Os cidadãos comuns com suas vidinhas medíocres, também interessados em frivolidades e que também são responsáveis pela sujeira debaixo do tapete. Não posso deixar de frisar que no meio de todo esse entulho há flores. Nascendo, crescendo e florindo. No meio de todos esses morimbundos, de todos esses sonâmbulos, há quem esteja acordado. E estes são o que fazem a diferença. Portanto, para finalizar, acredito que o mesmo paradoxo se aplica à questão do diploma dos jornalistas. Muitos diplomados burocrátas estão seguindo a maré e subsidiando cada vez mais essa "des" informação coletiva, enquanto outros, mesmo que desconhecidos, "des" diplomados, boicotados, ainda sim há os que fazem a diferença.
Fica aqui meu ponto de vista e meus parabéns a vc pelo blog.
Abraço