TEXTO PARA O JORNAL COMUNICA UNIBES.
Namorados, comemorem!
O dia dos namorados é a data para os casais celebrarem a união e o amor. Presentear quem se ama é uma demonstração de afeto muito popular entre eles, sejam mais jovens, maduros ou eternos namorados.
No Brasil, a idéia de tornar 12 de junho um dia para os apaixonados foi do publicitário João Dória em 1950 para estimular as vendas em um mês bastante fraco para o comércio. A criação do slogan "Não é só com beijos que se prova o amor" fez tanto sucesso que com o apoio da Confederação de Comércio de São Paulo, se instituiu o dia dos namorados, a data oficial para a troca de juras e presentes entre os casais.
Indecisa quanto ao presente, Danielle Henriques, 19 anos, estagiária do Departamento de Marketing da Unibes, às vésperas de comemorar a data mais romântica do ano, pensa que o agrado para seu namorado deva ser algo que ele ainda não possua. “Ele fez uma compra enorme de roupas o mês passado; acabou com a minha primeira opção. Tenho que pensar em outra coisa”. Roupas são um dos itens mais procurados nesta data. A criatividade conta na hora de oferecer algo a quem se ama “Ninguém merece presente repetido” completa a jovem.
Para quem é casado, celebrar a data traz de volta à relação a descontração e leveza dos tempos de namoro, como idas ao cinema, jantar fora e a troca de presentes. Patrícia Santos, 20 anos, auxiliar de Departamento Pessoal, casada há dois anos, já comprou o presente de seu marido “ Mas acho que vou trocar por um perfume”. A funcionária comemora a data porque é tradição entre os apaixonados, entretanto vê uma oportunidade para manter o doce clima de início do casamento.
Os namoros “maduros”, entre pessoas com idade acima dos 40, não deixarão um dia especial passar em branco. Maurílio Nunes voltou a namorar recentemente, aos 49 anos, após um período solteiro devido à separação matrimonial. “A gente se acostuma com a companhia do outro” diz o funcionário do Departamento de Contabilidade da nossa instituição. Então qual a novidade na comemoração deste ano para alguém com alguns 12 de junho na bagagem? “É uma data comemorativa como outra qualquer, mas vou sair para jantar com ela”.
Para quem está sem acompanhante para o próximo dia 12, sair com os amigos ou até mesmo se presentear pode ser uma opção. E para vocês, fechamos com a sábia dica do autor Mário Quintana: “O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você”.
(Michelle Oliveira)
quarta-feira, 28 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Água no chope
A mídia é palanco para discussões sobre a regulamentação da propaganda de cervejas no rádio e tv. Pela proposta do Congresso os anúncios da bebida devem ser veiculados entre 21 h e 06h e a cerveja passa a ser considerada como bebida alcoólica, tendo restrições também na publicidade do produto.
A Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP) é financiadora da campanha contra as restrições do Congresso e, assim como as peças das cervejarias, está presente nos principais veículos e em horários nobres, lembrando que a responsabilidade pelos atos da embriagues é de quem coloca o álcool em seu corpo e não das empresas anunciantes.
É bem possível que esta pressão da ABAP dê resultado, os veículos de comunicação perderiam muita receita com a restrição de propagandas das cervejarias. E críticas, especialmente ao governo, que se iniciam quando alguém poderoso fatura menos.
Por outro lado, ao veicular este tipo de produto no horário proposto pelo Congresso, o público-alvo, seria mais afetado. Os jovens, maiores de 18 anos, em sua maioria trabalham e/ou estudam e, geralmente assistem a tv, o meio mais influente, no horário noturno.
A propaganda tem como meta direcionar a necessidade dos consumidores á determinado produto, mas não coloca ninguém atrás do volante para dirigir embriagado. Será que controlar o horário da venda não traria menores índices de alcoolismo? E educar a população sobre a conseqüência de seus atos?
As ações públicas emergenciais sempre caminham para atos mais drásticos, mas será que exemplo, o glamour de um cigarro aceso para um recém-adolescente diminuiu com a proibição da propaganda de cigarro? A influência da publicidade não ocorre nos anúncios e sim durante a novela, senhores congressistas.
A Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP) é financiadora da campanha contra as restrições do Congresso e, assim como as peças das cervejarias, está presente nos principais veículos e em horários nobres, lembrando que a responsabilidade pelos atos da embriagues é de quem coloca o álcool em seu corpo e não das empresas anunciantes.
É bem possível que esta pressão da ABAP dê resultado, os veículos de comunicação perderiam muita receita com a restrição de propagandas das cervejarias. E críticas, especialmente ao governo, que se iniciam quando alguém poderoso fatura menos.
Por outro lado, ao veicular este tipo de produto no horário proposto pelo Congresso, o público-alvo, seria mais afetado. Os jovens, maiores de 18 anos, em sua maioria trabalham e/ou estudam e, geralmente assistem a tv, o meio mais influente, no horário noturno.
A propaganda tem como meta direcionar a necessidade dos consumidores á determinado produto, mas não coloca ninguém atrás do volante para dirigir embriagado. Será que controlar o horário da venda não traria menores índices de alcoolismo? E educar a população sobre a conseqüência de seus atos?
As ações públicas emergenciais sempre caminham para atos mais drásticos, mas será que exemplo, o glamour de um cigarro aceso para um recém-adolescente diminuiu com a proibição da propaganda de cigarro? A influência da publicidade não ocorre nos anúncios e sim durante a novela, senhores congressistas.
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