
Caminhando pelas ruas do meu bairro, Itaquera, percebo uma movimentação intensa entre um grupo de crianças. Ofensas, ameaças entre duas gangues mirins prometendo fazer coisas dignas de coluna policial.
Realmente tenho que passar na confusão, faz parte do meu caminho, pensei. Ao aproximar-me vejo a presença de meninas na briga, falando como um lider do crime. Depois começou uma correria que me assustou, entoações de funks de faccção e após uma perseguição com armas em punho e o grito: "Chegou o Bope" percebo que as tradicionais brincadeiras de rua como rouba-bandeira e futebol foram substituidas por encenações de violência.
Pessoal é a identificação de cada criatura com certos tipos mostrados na mídia, mas o sonho de atleta, renome em uma profissão foi trocado pelo desejo de ser Zé pequeno ( traficante do filme Cidade de Deus) ou Capitão Nascimento (Tropa de Elite ) ?
Os questionamentos são: o crime está com status tão alto que virou sonho de criança?
A propagação da violência engraçada não está seduzindo os desinformados ou inocentes?
É bobagem preocupar-se com o tema das brincadeiras infantise na influência para seu futuro comportamento?
A mídia reforçou a beleza de ser mau?
Não acredito que todos ali efetivem o papel de bandido, mas se um de cada da turma realmente quiser ser conhecido pelas maldades praticadas ao próximo, em breve teremos filmes sobre o escondido crime organizado paulista. E ainda não começou a exibição da série Tropa de Elite....
Um comentário:
Preocupante, mesmo...
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